sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A minha amiga Carolina


Tenho uma amiga...aliás tenho muitas por incrível que até Vos pareça. É pequenita como eu (digamos compactas pois cabemos em qualquer lado, como aquele carro da moda sabem?). Bem, essa minha amiga diz não gostar de andar de metro e até há alguns dias eu não percebia porquê...eu que me lembro de há uns três anos atrás, antes de o metro ir para o Dragão, ter que correr para o autocarro e depois para outro autocarro e desse autocarro ainda para outro. Era uma verdadeira maratona e nessa altura eu era fina como um pau (já repararam concerteza que todas as minhas conversas acabam no bendito pedaço de madeira). Confesso que hoje, com a chegada do metro aqui para a zona norte, a minha vida está mais tranquila, apesar de eu continuar a correr para apanhar o metro com medo de o perder (uma coisa tão grande)...paranoias, vai-se lá saber porquê!

Continuando...agora é tudo mais relaxado, até consigo fazer cubos mágicos durante a encurtada e facilitada viagem, e o facto de a minha amiga Carolina se recusar a andar de metro não me saía da cabeça até ao dia em que viajamos juntas no dito. Era um meio dia como outro qualquer, azáfama de hora de almoço, e lá obriguei a Carolina a correr para me acompanhar até à Estação de metropolitano apesar de a mesma ficar a uns 100 metros do nosso local de trabalho e ainda faltarem 7 minutos para a nossa viagem.

Chegadas à estação deparei-me com a prova...a Carolina fez paragem ao metro (aquela que se faz com o dedo bem esticado para o motorista nos vêr) e não é que o maltrapilho só parou uns metros à frente do local onde estavamos estacionadas?

Bendita Carolina que me fez abrir os olhos...já não há motoristas como antigamente...

E eu que me recusava andar de comboio só porque uma certa vez puxei do penso higienico da mala em vez do bilhete de viagem para mostrar ao pica...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Algodão doce

Este meu desabafo é com toda a certeza o mais estúpido que já alguma vez fiz, no entanto não me consegui impedir de o fazer...pensamentos de jaquinzinho (como diz o meu amor). Bem, e indo directa ao assunto, há muito que uma questão me anda a atormentar a cabeça (anseio com isto que alguém me ajude a encontrar a resposta). A minha questão é perturbante (isto é para criar um certo suspense): como é que um simples algodão doce pode traumatizar uma miuda linda e maravilhosa como eu? (a modéstia nunca foi o meu forte convenhamos). Só sai com o meu pai uma vez...levou-me à festa lá da terra (sim, aquela onde se engatam miudas nos carros de choque) e gentilmente me deu o dito cujo, o algodão doce. Lembro-me dele como se o tivesse visto agora há pouco. Era branco e tinha um pau ( um pau mesmo pau sabem? daqueles de madeira). Observei-o durante uns segundos e depois vi-o ir-se embora, bem para longe por entre a multidão...coladinho ao casaco de couro aprumado de um vaidoso que passou junto a mim na hora em que estourava o fogo-de-artifício. Nem algodão doce, nem festa...ao aperceber-se o meu pai quis vir embora, não fosse o vaidoso voltar para trás e reclamar do casaco. A partir daí o meu pai não quis mais sair comigo (confesso que foi por essa e por outras que fiz lá em casa e que depois Vos conto). Bem, o certo é que percebi que esse docinho com pau tem vida própria e que é melhor agarrar bem antes que fuja...e ainda me chamam peste com cara de rato...vai-se lá saber porquê!!! PS: Se por acaso fores o gajo do casaco, este não era o perfil que querias visitar. OUTRO P.S.: AMO-TE MUITO FANEQUINHA